top of page

Ser Mãe: Quando a Sobrecarga é Confundida com Raiva

  • 12 de jul. de 2024
  • 3 min de leitura

Vamos falar sobre um tema que muitas mães enfrentam diariamente: a sobrecarga emocional e sensorial, muitas vezes confundidas com raiva. Não é raro ouvir uma mãe dizer "eu não estou zangada, eu estou sobrecarregada". Mas o que é que isso significa exatamente e porque é que é tão importante reconhecermos essa diferença?





O Desafio Diário da Maternidade


Desde o momento em que acordamos, somos bombardeadas com estímulos. "Mãe" é provavelmente uma das primeiras palavras que ouvimos, palavra essa que é repetida incontáveis vezes ao longo do dia. A televisão tem o canal Panda no volume máximo, a máquina de lavar com a roupa suja de chocolate está a funcionar. O cenário é comum: roupa por passar a ferro, a casa virada do avesso, contas para pagar, gasolina para meter no carro, um miúdo a pedir para que lhe limpes a ranhoca, migalhas de bolachas espalhadas pelo chão, louça acumulada na pia. E cada um desses estímulos contribui para uma sensação crescente de sobrecarga.


A Sobrecarga é Real


A sobrecarga sensorial ocorre quando o teu cérebro recebe mais informações do que aquelas que ele pode processar de forma eficaz. Para muitas mães, essa sensação é uma constante. A necessidade de estar sempre disponível pode ser esmagadora.

Imagina um dia típico: vais trabalhar e alguém precisa de ti. Voltas para casa e alguém precisa de ti. Vais dormir e alguém precisa de ti. Até mesmo durante os momentos que deviam ser apenas teus, como tomar banho ou ires à casa de banho, não consegues ter um momento de paz. Existe sempre alguém a precisar de ti.


Não é Raiva, é Sobrecarga


É crucial entendermos porque é que esta sensação não é raiva. Embora os sintomas possam ser semelhantes - irritabilidade, frustração, desejo de estar sozinha - a raiz do problema é completamente diferente. A sobrecarga é uma resposta ao excesso de estímulos e à falta de tempo para processá-los e descansar.


O Papel do Autoconhecimento e Autocuidado


Aqui entra a importância do autoconhecimento e do autocuidado. Como terapeuta, sei o quanto é essencial reconhecer estes momentos e tomar medidas para cuidar da nossa saúde emocional. Mas eu também já fui (e confesso que sou às vezes) uma mãe sobrecarregada e desesperada.


Dicas Práticas para Gerires a Sobrecarga


  1. Reconhece os sinais: O primeiro passo é reconheceres quando estás sobrecarregada. Presta atenção aos sinais que o teu corpo e a tua mente te dão.

  2. Prioriza o autocuidado: Reserva momentos para ti mesma, mesmo que sejam apenas alguns minutos por dia. Algumas práticas de autocuidado podem incluir meditação, exercícios de respiração, ou simplesmente um banho tranquila (eu cá adotei também o meu netflix time).

  3. Estabelece limites: Aprende a dizer não e estabelece limites claros com a tua família e no trabalho.

  4. Procura apoio: Não hesites em procurares apoio profissional. As terapias alternativas podem oferecer ferramentas valiosas para gerires a sobrecarga.

  5. Cria um ambiente calmo: Tenta minimizar os estímulos em tua casa, como reduzir o volume da TV, apagares algumas luzes e criar espaços organizados e tranquilos.


Não Estás Sozinha


Se te sentes assim, descansa pois não estás sozinha! Muitas mães passam pelos mesmos desafios que tu e é importante falar sobre isso. Vamos explorar juntas formas de encontrar a calma e o equilíbrio que mereces. A sobrecarga não te define, e há maneiras eficazes de geri-la e viver de forma mais equilibrada.


Conclusão


A maternidade é uma jornada repleta de amor, mas também de desafios. Reconhecer a sobrecarga e tomar medidas para geri-la é essencial para o bem estar de toda a família. Se precisas de ajuda para lidares com a sobrecarga, considera explorar as terapias alternativas. Estou aqui para te ajudar nesta jornada de autoconhecimento e cura emocional.


Agenda uma sessão e descobre como as terapias alternativas podem transformar a tua vida!



Comentários


bottom of page